Fora do Eixo (FdE) nasceu em 2005 como uma articulação nacional de coletivos culturais independentes – e Marielle Ramires foi uma de suas cofundadoras e principais articuladoras. Inicialmente formado por produtores de Cuiabá (MT) – terra natal de Marielle – junto a parceiros de outras regiões, o FdE criou uma circulação alternativa para a produção musical e artística fora das capitais do eixo Rio-São Paulo, daí o nome. O coletivo implementou uma economia colaborativa baseada em trocas solidárias (o famoso “card” Fora do Eixo) e fundou Casas Fora do Eixo em diversas cidades, que funcionavam como pontos de hospedagem, estúdios coletivos e espaços de efervescência cultural.
Histórico: Nos primeiros anos, Marielle esteve na linha de frente organizando festivais como Grito Rock, que conectavam dezenas de cidades simultaneamente, e articulando a expansão da rede. Sob sua influência e de outros líderes (como Pablo Capilé), o Fora do Eixo cresceu exponencialmente, chegando a agregar mais de 200 coletivos pelo Brasil na virada de 2010. Marielle foi parte fundamental dessa expansão e consolidação, fortalecendo uma geração de artistas independentes e gestores culturais com ferramentas colaborativas.
Papel de Marielle: Conhecida por sua habilidade política e sensibilidade humana, Marielle atuava tanto nos bastidores quanto no front das ações do FdE. Ela mediava conflitos, traçava estratégias de comunicação e garantia que pautas sociais (como diversidade e sustentabilidade) permeassem a atuação cultural da rede. Seu estilo agregador fez com que muitos a vissem como uma “cola” que unia diferentes frentes do movimento. Mesmo sem buscar os holofotes, era lembrada pela presença firme nos encontros, congressos e caravanas culturais que o Fora do Eixo realizou pelo Brasil, América Latina e até Europa.
Impacto: O Fora do Eixo transformou a cena cultural independente brasileira. Introduziu conceitos de economia criativa solidária, ajudou a revelar bandas, artistas e produtores de fora do mainstream e influenciou políticas públicas de cultura. O movimento também foi berço de outros projetos inovadores (Mídia NINJA sendo o exemplo mais notório). Marielle, como “guardiã” da visão coletiva, deixou uma herança celebrada: na inauguração da Fundação Marielle Ramires em 2025, a presidenta da Funarte, Maria Marighella, proclamou “Nós somos todos hoje Fora do Eixo. Salve Marielle Ramires!”, exaltando como o espírito colaborativo iniciado lá atrás continua vivo nas lutas atuais.
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